Escalas de Avaliação Neurológicas
Características importantes da EDSS
A natureza variada dos sintomas da EM complica a utilização da EDSS. São necessários diversos cuidados quando se compara os graus porque a escala EDSS não é linear. As diferenças entre os níveis não são iguais. Os sintomas no nível seis não são, por exemplo, duas vezes pior do que os do nível três.
A EDSS é também não-linear no que se refere ao tempo de permanência em cada nível da escala. Isto pode ser visto no seguinte gráfico, que mostra o tempo médio que um portador de EM permanece num determinado grau de EDSS, e como este tempo pode variar consideravelmente de nível para nível.

Após o diagnóstico, os portadores de EM têm frequentemente alterações pequenas nos seus sintomas. Estes podem, no entanto, ainda progredir entre os primeiros níveis da EDSS porque a parte inicial da escala é muito sensível a variações pequenas. Esta característica da escala cria uma impressão incorrecta da maior actividade da doença nas fases iniciais da EM. Os portadores de EM podem ficar preocupados sem necessidade caso progridam rapidamente através dos graus mais baixos da escala EDSS quando, na realidade, são os graus mais elevados que têm maior impacto na mobilidade. Este facto pode ser enganador quando se avalia a actividade de um medicamento em estudo. Se um medicamento retarda a progressão da doença através dos níveis iniciais da escala EDSS (muito sensíveis) pode parecer, erroneamente, que traz um maior benefício do que um que atrasa a progressão ao longo dos graus superiores.
Quando se faz a comparação dos resultados dos diferentes ensaios clínicos, é importante verificar os graus de EDSS dos doentes. As comparações entre dois medicamentos são difíceis de fazer se as populações em estudo tiverem baixos graus de EDSS num ensaio e elevados graus noutro.
Idealmente, o ensaio deveria incluir doentes com um leque alargado de graus de EDSS de forma a avaliar os efeitos do medicamento numa população vasta.

