A EM Através da História
John W Prineas (1937-presente)
Em meados do século 20, muito era conhecido acerca das alterações patológicas que ocorrem na EM, e os efeitos clínicos dessas alterações, mas os mecanismos subjacentes que conduziam à patologia dos tecidos eram mal conhecidos, apesar de ter sido confirmado um papel imunológico.
Durante os anos 70 e 80, John W Prineas de Nova Jérsia, EUA usou técnicas especializadas de microscopia óptica e electrónica para examinar a histologia detalhada das lesões da EM, fornecendo pistas acerca da sua patogénese.(16)
Já tinha sido demonstrado que as lesões da EM continham linfócitos e células plasmátias, sugerindo a existência de uma resposta imunitária local a um antigénio desconhecido, mas as observações de Prineas levaram-no a concluir que tanto os macrófagos como as células microgliais eram necessárias para a digestão da mielina. Os estudos de Prineas também sugeriram que no interior das lesões crónicas existe uma expressão e processamento contínuos de antigénios na ausência da formação de uma nova lesão.

