Os tipos de EM
A EM é frequentemente caracterizada por ataques distintos (também chamados surtos, episódios ou exacerbações). Define-se clinicamente um surto como a aparição de novos sinais ou sintomas de disfunção neurológica e de duração superior a 24 horas, ou a deterioração significativa dos sintomas pré-existentes e que tinham estabilizado ou permanecido ausentes durante pelo menos 30 dias.
Evolução da EM por surtos de exacerbação-remissão
Se a pessoa com EM tiver uma recuperação parcial ou total (remissão) após os ataques (surtos), então esta é chamada evolução por surtos de exacerbação-remissão. Geralmente os doentes podem viver normalmente, sem sintomas, entre dois surtos.
Evolução da EM secundária-progressiva
A EM secundária-progressiva é uma fase da EM que se segue à EM por surtos de exacerbação-remissão. Ocorre quando o grau de incapacidade persiste e/ou agrava durante os surtos.
A EM secundária-progressiva é uma fase da EM que se segue à EM por surtos de exacerbação-remissão. Ocorre quando o grau de incapacidade persiste e/ou agrava durante os surtos.
Podem ocorrer mais surtos ou nunca sequer aparecerem. Cerca de 30-50% dos portadores de EM que inicialmente apresentem a forma por surtos de exacerbação-remissão desenvolvem a EM secundária-progressiva ao fim de 10 anos(1).
Evolução da EM primária-progressiva crónica
A forma primária-progressiva da EM é mais rara. Aqui a incapacidade e os sintomas agravam-se continuamente desde o início, sem ataques e sem remissões intermédias da incapacidade.
Evolução da EM benigna
Independente desta classificação, a denominada evolução benigna da EM acontece se o doente viver sem limitações na sua vida quotidiana durante mais de 15 anos após ter sido diagnosticado com EM. Esta forma de EM não agrava com o tempo e só pode ser identificada retrospectivamente. A EM benigna tende a estar associada a sintomas iniciais menos graves, por exemplo, sensoriais. O número exacto de doentes com EM benigna é difícil de determinar. Estudos de autópsias demonstraram que aproximadamente 20% dos casos de EM diagnosticados são benignos(2). Outros autores afirmam que 20-30% têm uma forma relativamente benigna de EM e são minimamente afectados durante 10 e 15 anos ou mais(3).
Referências:
(1) Gold R & Rieckmann P. Pathogenese und Therapie der Multiplen Sklerose. Uni-Med Verlag, Bremen, 2000, 109 p.
(2) Kesselring J. Multiple Sklerose. Kohlhammer, Stuttgart, 1993, 242 p.
(3) Hawkins CP & Wolinsky JS. Principles of Treatments in Multiple Sclerosis. Butterworth-Heinemann, Oxford, 2000, 324 p.

