Sintomas da EM
Espasticidade
A espasticidade é comum na EM e é responsável por uma grande percentagem da incapacidade associada a esta doença. Está associada com a rigidez e fraqueza dos músculos, limitando os movimentos dos membros. Um tratamento eficaz por uma equipa de especialistas pode conduzir a uma redução significativa dos problemas, melhorando desta forma a mobilidade e qualidade de vida da pessoa.
Posição
Se uma pessoa tiver espasticidade, é muito importante que se posicione correctamente quando se senta ou se deita de forma a impedir que os membros fiquem fixos numa posição inapropriada. Todos os dias, a pessoa deve-se deitar de costas numa posição completamente horizontal de forma a estirar os músculos envolvidos. Deitar-se de lado e colocar-se de pé é também muito útil para estirar os músculos.
A postura enquanto se está sentado deve ser equilibrada e estável. Existem assentos especiais para ajudar. A pessoa deve-se mover regularmente para evitar lesões na pele e ajudar a mobilidade dos ligamentos. Caso tenha necessidade de cadeira de rodas, o desenho da mesma também é importante, uma vez que é essencial o apoio para o tronco e membros superiores.
Fisioterapia
A fisioterapia, usando técnicas como os exercícios aeróbicos e aquáticos, tem uma grande importância para o aumento da força muscular e da gama de movimentos possíveis. Qualquer programa de fisioterapia precisa de ser adequado às necessidades e capacidades específicas do portador de EM.
Terapêuticas
Existem numerosos anti-espasmódicos, ex. baclofeno, que são largamente empregues na EM, bem como outros medicamentos eficazes para este problema. No entanto, todos estes medicamentos têm de ser utilizados com cuidado porque um membro rígido, espástico pode ser importante para algumas pessoas, ao permitir a marcha, e a perda desta rigidez pode reduzir a mobilidade e independência.
Referências
Barnes D. Multiple Sclerosis. Questions and Answers. Merit Publishing International 2000, Pp. 125.
Gibson J, Frank A. Supporting individuals with disabling multiple sclerosis. Journal of the Royal Society of Medicine 2002; 95: 580-586.

