Impacto da EM na sua Carreira
Em primeiro lugar, deve ser claro que muitos portadores de EM podem trabalhar sem limitações durante décadas nas suas vocações e profissões e portanto, sem ter que lidar com os problemas descritos em baixo.
Estes são, no entanto, exemplos do que pode acontecer. Aqui, como em qualquer lugar, será necessária uma consulta individual (por exemplo com um assistente social) caso tenha incapacidades causadas pela EM que restrinjam a sua performance. O objectivo é manter o seu emprego, se necessário ao utilizar várias ajudas no local de trabalho. A segurança financeira e social dada pelo emprego são de grande significância.
Transferência dentro da empresa
Em tempos de aumento de desemprego, a ansiedade acerca da segurança do trabalho quando afectado pela doença é justificadamente forte e compreensível. Se a incapacidade causada pela EM torna impossível realizar as funções habituais do seu trabalho, deve ser feita uma tentativa em cooperação com o médico da empresa, médicos ocupacionais, e o seu próprio médico para encontrar algum tipo de assistência no local de trabalho de forma a aliviá-lo(a) de tais dificuldades. Outra possibilidade é uma transferência interna para outro trabalho menos exigente, um que permita que o doente com EM possa trabalhar eficazmente ao seu ritmo e fazer frequentes pausas rápidas.
Reciclagem profissional
Se não for possível de todo seguir a vocação prévia devido à EM, a pessoa deverá procurar aconselhamento ocupacional e se possível ter um curso de formação. A estimativa da capacidade individual de performance deverá ser efectuada em colaboração com psicólogos, conselheiros de emprego, assistentes sociais e o seu próprio médico, que também deve dar informações acerca do prognóstico possível.
Se de todo não for possível trabalhar devido ao grau de incapacidade física ou por falta de oportunidades, a família afectada pode discutir a possibilidade do portador de EM assumir as tarefas domésticas e o cuidado das crianças. Isto pode significar que em certas circunstâncias um marido com EM possa decidir tornar-se um homem de casa, e a mulher possa regressar à sua profissão anterior ou fazer um programa de reciclagem profissional.
No caso dos jovens com EM que ainda não completaram os seus estudos ou qualquer formação profissional, é especialmente importante o aconselhamento acerca das consequências possíveis da doença e as restrições na capacidade de trabalho, de forma a identificar imediatamente alternativas possíveis.
Outros problemas surgem, sobretudo em áreas rurais, quando os doentes já não são capazes de trabalhar; algumas vezes já não são capazes de conduzir o seu carro e não existem transportes públicos ou já não são capazes de utilizar os transportes públicos. Podem existir serviços de transporte disponíveis para pessoas inválidas sendo os custos assumidos pelo serviço social do estado. Para o efeito deve ser contactada a Segurança Social ou a junta de freguesia. Também é necessário o aconselhamento individual neste caso.
Reforma antecipada
Reformar-se por precaução, e sem considerar qual a incapacidade actual não é aconselhável. Só o facto de ter recebido o diagnóstico de EM não justifica a reforma, sobretudo porque uma saída prematura da vida profissional pode levar a um aumento da solidão e a uma redução da auto-estima. Infelizmente os centros de emprego, médicos e funcionários da segurança social não têm informação factual suficiente à sua disposição acerca da EM, existindo frequentemente o perigo de uma reforma antecipada desnecessária.
A EM não é razão para não trabalhar
A EM não é razão para não trabalhar. Um portador de EM não tem de dar qualquer informação acerca da existência da doença, a não ser que indagado especificamente acerca do estado de saúde quando está num processo para ser contratado. A excepção existe quando o empregado se coloca a si próprio em perigo ou aos seus colegas (ex. uma pessoa que conserta telhados) por causa da doença.

