MS Gateway - O portal da Esclerose Múltipla

Página Inicial :: Recursos :: Dia-a-Dia :: Corpo :: Nutrição :: Orientações Nutricionais

Nutrição e EM

Um especialista dá-lhe orientações para uma alimentação saudável

A maioria dos artigos que se seguem foi escrita pela Sra. Caroline Weberhofer, uma nutricionista experiente que trabalha em Basileia, Suíça.


Tópicos nesta página

Alimentação e EM (Parte 1)
Alimentação e EM (Parte 2)


Alimentação e EM (Parte 1)

O tema da alimentação e Esclerose Múltipla levanta continuamente perguntas. A nutricionista Caroline Weberhofer respondeu a algumas destas perguntas. Os aspectos mais importantes estão resumidos em baixo.


Pode a Esclerose Múltipla ser influenciada pela alimentação?

Existem muitas indicações de que a composição da alimentação influencia a nossa sensação geralmente subjectiva de saúde, bem como o estado dos nossos vasos sanguíneos e o nosso sistema imunitário.
Estudos mais avançados têm que ser efectuados para determinar se existe uma relação entre a ingestão de certos alimentos e a EM. Implementar e avaliar tal estudo é afectado pelo facto da EM ser uma doença rara com uma evolução imprevisível e variada. Para além disto, é muito difícil conduzir estudos nutricionais com uma alimentração exactamente igual à prescrita. Ao contrário da medicação, a alimentação não pode ser simplesmente prescrita.


Comer envolve não apenas a ingestão de alimentos mas também significa prazer e sociabilidade.

De acordo com o nosso conhecimento actual, podemos ter a certeza dos seguintes pontos:



- não existe uma alimentação especial que tenha um efeito vantajoso na evolução da doença;



- uma alimentação equilibrada promove o bem-estar e fortalece o sistema imunitário;



- uma alimentação errada promove doenças tais como as doenças lipometabólicas e cardiovasculares, obesidade, diabetes de tipo-2, e osteoporose (ossos porosos);



- uma deficiência em proteínas e micronutrientes conduz à degeneração muscular, susceptibilidade à infecção, alterações da coagulação e uma redução na sensação de bem-estar;



- uma alimentação ideal ajuda as outras terapêuticas mas não substitui o tratamento médico na EM.


O que é que significa uma alimentação equilibrada?

Uma alimentação equilibrada:



- é adaptada às necessidades individuais (dependendo da idade, sexo, nível de actividade, doença);



- fornece os componentes nutricionais necessários (nutrientes, vitaminas, minerais, oligo-elementos, fibras, água, componentes secundários das plantas);
 
- não sobrecarrega o organismo (ex. com gordura, açúcar, sal, álcool, cafeína e substâncias tóxicas);



- dá satisfação e variedade.



Pode-se orientar a si próprio no que respeita à quantidade e frequência de certos tipos de alimentos ao consultar a pirâmide dos alimentos.


No que respeita à alimentação, a que é que eu devo prestar particular atenção?

De acordo com os últimos conhecimentos, a esclerose múltipla é encarada como uma doença que envolve uma desregulação do sistema imunitário (doença auto-imune). A sua causa é desconhecida. De alguma forma as células inflamatórias acumulam-se nos vasos da barreira hemato-encefálica. Estas células produzem substâncias mensageiras inflamatórias que alteram a barreira hemato-encefálica. A cobertura do tecido nervoso (fibra de mielina) é atacada pela inflamação, resultando numa lesão permanente para as células nervosas.
Já há muito que se sabe que os factores nutricionais - sobretudo as gorduras nutricionais - têm um impacto no processo inflamatório. A conversão do ácido araquidónico em substâncias mensageiras inflamatórias é reduzida por certas gorduras (ácidos gordos omega-3). O ácido araquidónico aparece exclusivamente em alimentos animais. Quando ingerido em excesso, pode intensificar o processo inflamatório.



- Por exemplo os óleos de peixe têm um impacto significativo na redução da taxa anualizada de surtos e na Expanded Disability Status Score média (EDSS) de doentes recém-diagnosticados.1



- Um estudo com ácido linoleico e ácido gama-linolenico (óleo de prímula) não demonstrou qualquer melhoria na doença. No entanto, apenas foram ingeridas pequenas doses de óleo de prímula.2



- Estudos controlados demonstraram que um suplemento de ácido linoleico em pessoas com EM, com reduzida incapacidade e no início da doença, trouxe uma melhoria ligeira na taxa e gravidade dos surtos. Foi também relatado um aumento significativamente mais pequeno na incapacidade. Os antioxidantes (beta-caroteno, vitamina E, vitamina C, selénio, zinco) também podem, possivelmente, ter um efeito favorável nos processos imunológicos.3-5


Quais os alimentos recomendados e quais os que não o são?

Os seguintes pontos sumarizam o impacto possivelmente favorável dos alimentos no processo inflamatório:



1. Redução da ingestão de ácido araquidónico através de uma dieta com baixo teor de gordura, vegetariana, e com duas refeições de peixe por semana.



2. Inibição das substâncias mensageiras indutoras da inflamação através do aumento de consumo de peixe; peixe 2 - 3 vezes por semana, particularmente salmão, cavala, arenque, sardinhas. Uso de linhaça, óleo de soja, bem como nozes e sementes.



3. Adicione quantidades suficientes de ácido linoleico à alimentação ao preparar a salada com óleo de girassol ou óleo de milho.



4. Ingestão abundante de antioxidantes e substâncias imunizantes ao comer 5 x dia vegetais, fruta, e produtos integrais.


Faz sentido suplementar a alimentação com comprimidos?

Talvez já se tenha perguntado se não podia simplesmente engolir alguns comprimidos por dia em vez de se dar ao trabalho de mudar os seus hábitos alimentares não saudáveis.



Deve-se afastar de experiências envolvendo a ingestão não controlada de produtos com doses elevadas de vitaminas e minerais, dado que:



- A vitamina A e o selénio podem ter efeitos tóxicos em elevadas doses;



- A vitamina C é excretada em 99% na urina;



- Doses elevadas de beta-caroteno poderão ser carcinogénicas;



- O óleo de fígado de bacalhau pode rapidamente conduzir a uma sobre-dosagem de vitaminas A e D.



A ingestão destas preparações de elevada dose deve ser sempre olhada de forma crítica e discutida com um médico, dado que existe uma grande incerteza no que se refere a quantidades necessárias, interacções indesejáveis e efeitos secundários.



Em contraste, não há problema em consumir as preparações multivitamínicas normais que devem conter as doses diárias recomendadas por comprimido.



Recomendamos que as pessoas tomem multivitamínicos quando:



- têm redução do apetite devido à doença;



- pessoas afectadas pela EM que têm uma actividade física limitada e portanto devem comer pouco;



- pessoas afectadas pela EM que apenas podem consumir pequenas quantidades de vegetais, fruta, e carne devido a dificuldades em engolir ou mastigar.



No caso das crianças, os comprimidos devem ser administrados com grande restrição. As crianças com EM devem consumir cereais enriquecidos com vitaminas ou uma bebida ao pequeno almoço contendo todas as vitaminas, minerais e oligo elementos.


Alimentação e EM (Parte 2)

Esta segunda parte do artigo da alimentação contém conselhos gerais e aborda os problemas nutricionais específicos dos portadores de EM. Para além disso, vamos olhar para várias dietas para a EM.


Por vezes sente-se incapaz quando confrontado com a questão: o que devo cozinhar hoje?

Os livros de culinária podem ser uma boa fonte de novas ideias. Coloque frequentemente peixe, legumes e vegetais no menu. Os livros de culinária especiais para preparar peixe, legumes, e cereais podem ser úteis, bem como livros de culinária para refeições rápidas, para solteiros, para crianças, vegetarianos, programas de perca de peso, etc. Mas pergunte também aos amigos, peixeiros, ou talhantes para ter novas ideias. Também pode frequentar aulas de culinária para se inspirar.



Recolha receitas dos seus pratos favoritos e faça o seu próprio livro de culinária. Pratos de preparação rápida, equilibrados e que saibam bem podem ser facilmente incluídos uma vez por semana no menu! Por exemplo:



- esparguete com molho de tomate e queijo parmesão, salada;



- salada de atum com feijões, tomates, e batatas;



- talharim com molho de atum (tomate pelado, alho, atum em lata) e salada;
 
- panquecas recheadas com esparregado, salada de frutas;



- peixe (assado no forno), batatas salteadas.


Conselhos para problemas nutricionais especiais:


O que é pode ser feito em caso de prisão de ventre?

A obstipação é um problema frequente. Geralmente fala-se de obstipação quando se tem menos de 3 defecações por semana ou quando a defecação é acompanhada por dor e é muito custosa.



- A actividade física fortalece os músculos do estómago e ajuda a activar o intestino. De manhã na cama faça alguns exercícios para fortalecer os seus músculos do estómago.



- Beba um copo de água antes de tomar o pequeno-almoço.



- Coma cereais integrais e acompanhe com fruta, frutos secos ou nozes, ou coma pão integral com manteiga, margarina ou compota. Mastigue bem!



- Geralmente os movimentos intestinais ocorrem no espaço de uma hora após o pequeno-almoço. Quando ocorrer, vá imediatamente para a casa de banho e nunca suprima esses movimentos! O seu organismo pode não disparar o próximo sinal tão perto.



- Beba pelo menos 1.5 litros de líquidos por dia, coma 5 peças de fruta e vegetais por dia e dê preferência aos produtos integrais.



Nota: No caso da EM, a obstipação também pode ser uma das manifestações da doença. Peça ao seu médico para lhe recomendar uma medicação adequada para o seu estado.


O que é que pode ser feito acerca da flatulência?

Todas as pessoas têm flatulência. Em média, 500 - 1200 ml de ar por dia saem do nosso corpo através do intestino grosso. Mas um excesso de gás na via intestinal pode ser desagradável e embaraçoso em público.



- Coma devagar: comer muito depressa com uma mastigação insuficiente e um aumento na ingestão de ar conduz à flatulência. As pessoas nervosas também tendem a engolir maiores quantidades de ar, e beber com uma palhinha pode ter o mesmo efeito.



- Observe quais os tipos de comida que causam flatulência no seu caso: frequentemente são cebolas, couves, feijão, milho. A flatulência pode ser reduzida por uma boa cozedura destes alimentos.



- Para muitas pessoas, a lactose (acúcar do leite) conduz a flatulência. Existem grandes quantidades de lactose no leite, pequenas quantidades no iogurte, mas nenhuma no queijo.



- A frutose e o sorbitol em grandes quantidades podem conduzir à flatulência. O sorbitol é encontrado nas pastilhas de protecção dos dentes ou nas gomas e as pessoas mais sensíveis reagem após consumirem pequenas quantidades. A frutose e o sorbitol contidos nas frutas apenas são um problema se consumidos em grandes quantidades concentradas, tais como no sumo de fruta.



- Uma mudança muito rápida de uma alimentação à base de alimentos refinados para uma alimentação com alimentos integrais sobrecarrega as bactérias do intestino grosso.



- Na sua alimentação use especiarias e ervas redutoras da flatulência (ex. cominho, folha de louro) e beba chá de menta, funcho, ou camomila.



- Após ser tratado(a) com antibióticos, podem-se estabelecer espécies desfavoráveis de bactérias no seu intestino grosso. Os lactobacilos probióticos do iogurte podem ter um efeito positivo na flora do intestino grosso.



- Certifique-se que tem movimentos intestinais regulares.


Como pode a osteoporose ser prevenida?

A osteoporose é uma doença que envolve uma redução na massa óssea e um alargamento dos espaços no osso o que causa fragilidade e aumenta o risco de fractura do pulso, coluna vertebral e colo do fémur. Os factores genéticos e hormonais são os principais responsáveis pelo desenvolvimento da osteoporose. Com a EM, podem existem factores adicionais a promover a osteoporose: actividade limitada, menos tempo ao ar livre e consequentemente uma menor exposição solar (importante para a produção de vitamina D) e terapêuticas frequentes com cortisona.
Construir a maior densidade óssea possível é importante para prevenir a osteoporose. Um aporte suficiente de cálcio é, portanto, de particular importância enquanto o corpo ainda está em crescimento, e para os jovens. Após os 30 anos de idade a massa óssea deixa de ser produzida pelo organismo, e é necessário um equilíbrio positivo do cálcio de forma a manter a perca óssea a um mínimo.



Deve ingerir pelo menos 800 mg de cálcio por dia!


Cada porção destes alimentos contém 250 mg de cálcio:

1 copo de leite, qualquer tipo
2-3 iogurtes
1 fatia (30 g) de queijo tipo flamengo
50 g de queijo fresco
100 g requeijão
Seleccione 3-4 porções da lista acima todos os dias.


O que se pode fazer quando se tem problemas em engolir?

Os problemas em engolir incluem a dificuldade de levar comida e bebida à boca, mastigar comida, transportar a comida ao fundo da boca com a língua, e engolir com segurança. A comida ou bebida podem passar para o tracto respiratório, o que pode conduzir a pneumonia. Um problema de nutrição pode surgir da redução do aporte de líquidos ou sólidos devido a dificuldades em engolir. As bebidas podem ser engolidas mais suavemente se forem mais consistentes. Pode-se utilizar espessantes instantâneos tais como Nutilis (Nutricia), Resource Espessante (Novartis), Thick & Easy (Fresenius Kabi).
Se ocorrerem dificuldades em engolir, é importante receber instruções em engolir de um nutricionista.


O que é que são as dietas para a EM?

A imprensa publica frequentemente dietas especiais para portadores de EM. A sua característica comum é que a sua eficácia não foi nem provada nem desaprovada; ex. a Dieta de Evers baseia-se no princípio de comer apenas comida quase natural, crua. Cereais, vegetais, fruta e o leite são comidos sem serem processados. Os ácidos gordos poli-insaturados também foram recentemente incluídos nesta dieta. Outras dietas podem ser mencionadas (por ordem alfabética):
- Dieta sem alergenos;
- Dietas sem bactérias, de acordo com Ihming;
- Dietas sem hidratos de carbono, de acordo com Lutz;
- Dieta de Evers;
- Dieta de Fratzer;
- Dietas sem glúten;
- Dietas com baixo teor de gordura, de acordo com Swank;
- Terapêuticas megavitamínicas (produtos com elevadas doses de vitaminas/minerais);
- Dietas com baixo teor de pectina e frutose;
- Dietas sem lacticínios;
- Jejum terapêutico.


Avalie sempre as dietas de forma crítica!

Os seguintes pontos irão ajudar a avaliar a sua dieta:



- Qual é a composição das suas refeições quando comparado com as recomendações para uma dieta equilibrada? Poderá resultar numa deficiência ou excesso de nutrientes individuais?



- Será a selecção de alimentos estritamente limitada? Existem comidas proibidas?



- Como é o sabor da comida? Será que o sal, açúcar, picante e álcool não são permitidos de todo?



- A implementação da dieta exige um grande aumento de tempo e de esforço?



- Os custos envolvidos são insuportáveis?



- Prometem uma cura?



Desde que todas estas questões sejam respondidas com um não, não há nada contra a dieta. Significa simplesmente que a dieta corresponde às recomendações para uma dieta equilibrada, mas tem um nome diferente.



Deverá ainda estar alerta para o facto de durante os primeiros dias de um jejum, as proteínas dos músculos e coração são metabolizadas. Como consequência temos: arritmias, perda de força muscular e fadiga. Os músculos são rapidamente degradados e são necessárias semanas de treino para os recuperar novamente. Para as pessoas afectadas pela EM, isto é extremamente desfavorável! Frequentemente os jejuns iniciam-se com enemas, de forma a purgar o intestino. Os agressivos sais laxantes retiram água e sais minerais do organismo; ao mesmo tempo a flora intestinal é destruída. O corpo humano, no entanto não recolhe e armazena detritos e produtos finais do metabolismo. As substâncias não usadas são excretadas através dos intestinos e rins desde que exista uma ingestão suficiente de líquidos.


Quem me pode ajudar com problemas de dietas?

Consulte um nutricionista para aconselhamento em questões e problemas nutricionais e de dietas. Os nutricionistas podem estar nos hospitais ou em consultórios privados.


Alimentação e Cortisona

Para além dos conselhos da Dra. Vital Hauser (ver tratamento da EM, o tratamento de um surto), eu considero a terapêutica com cortisona do ponto de vista de um nutricionista. Como a Dra. Hauser já mencionou, podem ocorrer efeitos secundários consideráveis quando esta medicação é usada durante longos períodos de tempo, como ocorreu recentemente no passado. Hoje em dia utilizam-se doses mais pequenas, o que reduziu significativamente tais efeitos secundários, apesar destes serem manifestados de forma muito diferente em casos individuais.



Com medidas nutricionais específicas adaptadas a uma pessoa e situação particulares, pode-se fazer muita coisa para reduzir tais efeitos secundários.


Possíveis efeitos secundários (a nível nutricional) da cortisona e o que se pode fazer:


Um aumento do apetite conduz frequentemente a um ganho de peso indesejável. O desenvolvimento de depósitos de gordura na face, pescoço e estómago são os mais comuns.

- Se tem tendência a ganhar peso rapidamente, certifique-se de que não come mais comida do que o normal.



- Beba grandes quantidades de líquidos com baixas calorias.


As proteínas animais são normalmente utilizadas como uma substância construtora para o organismo, por exemplo para os músculos, pele, ou células sanguíneas. Durante a terapêutica com cortisona, as proteínas são consumidas para gerar energia e como tal, ocorre falta dessas mesmas proteínas como material nutricional de construção, o que pode conduzir a uma ligeira perca muscular.

- Coma produtos proteicos com baixo teor em gorduras em todas as refeições. Dê preferência a carnes pouco gordas, aves sem pele, leite e iogurte com baixo teor de gordura, queijo pouco gordo, e tofu.



- Tente permanecer tão fisicamente activo quanto possível para ajudar a reter a massa muscular.


O metabolismo das gorduras e açúcares é influenciado pela cortisona. Isto pode conduzir a um aumento na gordura corporal bem como nos valores sanguíneos de açúcar.

- Evite comidas gordas tais como salsichas e pratos de frios, batatas fritas, molhos, manteiga, pastelaria, tartes, bolachas, e bebidas com alto teor de açúcar e álcool.



- Dê preferência a métodos de preparação das comidas não oleosos tais como grelhar, cozinhar ao vapor, ou cozer.


A cortisona reduz a produção de Vitamina D e aumenta a excreção de cálcio. Isto promove a perca de massa óssea.

- Discuta com o seu médico quais as medidas preventivas necessárias para manter o seu risco a um nível mínimo.



- O cálcio e a Vitamina D são algumas das opções para proteger os seus ossos.


O impacto da cortisona na salinidade e metabolismo da água no seu organismo pode conduzir a um aumento da retenção de água no seu organismo. Isto conduz a depósitos de água nas pernas e face, bem como a um aumento da pressão sanguínea.

- Evite comer alimentos salgados tais como salgados, batatas fritas, bolachas salgadas e comidas pré-preparadas congeladas.



- Use sal, compostos aromáticos e caldos de carne com moderação; em vez disso, pode usar especiarias e ervas em abundância.


A doença aumenta as suas necessidades de anticorpos. O uso de cortisona pode aumentar a susceptibilidade a infecções.

- As substâncias naturais protectoras são as vitaminas, sais minerais, e oligoelementos (especialmente a Vitamina C, beta-caroteno, Vitami na E, zinco e selénio).



- Faça uma alimentação tão variada quanto possível de acordo com os princípios recomendados de uma alimentação equilibrada.



- Se tem pouco apetite para vegetais e frutas, é uma boa ideia suplementar a sua alimentação com uma preparação multivitamínica.



- Lave cuidadosamente os alimentos.


Peça ao seu médico informações adicionais, e se necessário requeira um nutricionista que lhe possa dar recomendações individuais e específicas para a sua alimentação considerando a sua situação durante a terapêutica com cortisona.



Caroline Weberhofer
Nutricionista, Basileia/Suíça


Referências



1 Nordvik I, Myhr KM et al. Effect of dietary advice and n-3 supplementation in newly diagnosed MS patients. Acta Neurologica Scandinavica 2000;102(3):143-149.



2 Mcgregor L, Smith AD et al. Effects of dietary linoleic acid and gamma linolenic acid on platelets of patients with multiple sclerosis. Acta Neurologica Scandinavica 1989;80(1):23-27.



3 Bates D, Fawcett PRW et al, Polyunsaturated Fatty Acids in the Treatment of Acute Remitting Multiple Sclerosis. British Medical Journal 1978;2 (6149):1390-1391.



4 Bates D, Cartlidge NEF et al. A double-blind controlled trial of long chain n-3 polyunsaturated fatty acids in the treatment of multiple sclerosis. Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry 1989;52:18-22.



5 Dworkin RH, Bates D et al. Linoleic acid and multiple sclerosis: a reanalysis of three double-blind trials. Neurology 1984;34:1441-1445.



Comunidade

Membros registados: 1788

Membros online: 68

Mensagens: 4876

Login da comunidade

Linha de Apoio

Número Gratuito:
800 910 300

Início