Histórias Pessoais
Conselhos para viagens: Joaquim F.
“Para mim, o mar representa descontracção e paz.”
O Joaquim F., de 34 anos de idade, tem EM há 10 anos. Durante anos foi capaz de viver normalmente sem quaisquer restrições. Esta situação modificou-se há 3 anos e actualmente já não trabalha. Hoje em dia, os distúrbios do equilíbrio são o seu maior problema. Apesar disso, o seu sonho é de um dia fazer férias num veleiro antigo.
Para mim, o mar representa descontracção e paz. O melhor são as praias que possam ser facilmente acessíveis por carro, permitindo-me deslizar gentilmente para a areia e para a água. Viajo sempre com sapatos feitos de um material muito leve e que podem ser atacados até ao tornozelo, o que me permite, finalmente, livrar-me da sensação que ando com chumbo nos pés. Por vezes também levo uma cadeira desdobrável, de forma a descansar no caminho. Nos restaurantes com self-service gostaria de ter um corrimão ao longo de toda a parte da frente, para ajudar no equilíbrio. Quando tenho a escolha, prefiro ir para cafés com serviço de mesa, porque se tenho que levar o tabuleiro, muitas vezes o café entorna. Se alguém perguntar acerca da minha marcha oscilante, assumindo que bebi demasiado, já não fico irritado. Simplesmente digo que tenho EM.
Os meus conselhos para viajar:
- evite o sol;
- leve uma cadeira desdobrável debaixo do braço;
- escolha restaurantes com serviço de mesa.

