Histórias Pessoais
Hotéis adaptados para a EM: Catarina P.
Há quatro anos atrás, a estudante Catarina P., de 31 anos de idade, visitou Cabo Verde, apesar de ter EM há 12 anos. Uma semana antes da viagem iniciou os profiláticos da malária. Regressou em boa forma. Naquela altura, conseguia andar sem qualquer ajuda, e gostou das praias e dos mercados cheios de cor. Foi uma experiência maravilhosa, diz ela de forma entusiástica. No entanto, actualmente precisa de uma cadeira de rodas durante os surtos.
No Outono passado fui com a minha mãe à costa atlântica Espanhola. Reservámos um hotel acessível adaptado aos deficientes com a ajuda da agência de viagens. Sei de antemão quanto espaço tem a casa de banho e que o hotel dista só 1 km do centro da cidade. Essa é uma distância que posso percorrer de cadeira de rodas. O hotel tinha rampas, apesar de serem um bocado inclinadas. Também tive problemas com a altura da banheira, o que me dificultou tomar banho. Mas o serviço do hotel era muito bom e o pessoal muito prestável. Por exemplo, apesar de não ter frigorífico no quarto, quando pedi uma solução para manter a minha medicação refrigerada, colocaram um frigorífico no meu quarto. As excursões de autocarro organizadas também não foram problemáticas. Toda a gente organizou as coisas para as minhas necessidades especiais, e o condutor do autocarro ajudou-me a entrar e sair do autocarro. Mesmo no aeroporto, tudo correu bem.
Apesar disso, gostaria de encontrar duches acessíveis nos quartos de hotel e piscinas com um corrimão na borda para me agarrar.

