Fez ontem 8 dias que custei a dar a injecção, desde de Janeiro que dou sózinha e nunca me tinha acontecido algo parecido. Só à oitava tentativa a que consegui dar, fiquei toda picada. Espetava a agulha ia até meio e depois não ia mais o musculo parecia pedra. Ontem com medo de acontecer o mesmo fui dar ao centro de saúde, só de pensar que talvez não consiga dar outra vez a mim própria dá-me stress, pois não quero estar dependente de outros. Deu-me um nervoso, depois de o enfermeiro me dar a injecção que começei a chorar, nunca tinha me dado uma coisa destas. Na próxima semana combinei com o enfermeiro e vou tentar dar com ele a assistir. Já aconteceu a alguém ter conseguido dar a injecção e depois de algum tempo não conseguir dar? Um abraço Silvy
Olá! Eu também faço Avonex e tb sou eu que injecto. Na verdade nunca me aconteceu não ter conseguido injectar, mas por vezes fico tão nervosa que que o músculo fica duro, mas eu vou em frente e forço. Não sei se faço bem ou mal por insistir, só sei que dói, e no final o nervosismo é tanto que fico num "vale de lágrimas". As lágrimas não são pela dor que a injecção me provocou, são sim por pensar que dali a uma semana vou estar de novo a picar-me. Mas depois, tento pensar positivo e peço a Deus que mesmo que eu tenha que me picar a vida inteira, o que importa é que as injecções consigam controlar a doença, para que ela não tome conta de mim (de nós!) e de alguma forma me impeça de continuar a pensar positivo e de sonhar! Força! Beijinhos alentejanos! Mila
Realmente as vezes é mais difícil e convém mudar de sitio, quando acharem que estão mais enervadas e tendencia para uma rigidez, a barriga é sempre uma boa opção E nada de desanimar, a independencia é muito importante, é preferível (tentar) não pensar e dar.
Mas, cá em casa também não serve de exemplo, pela razão que a minha cara metade também não consegue dar nela, só mesmo mesmo em ultimo recurso e como a silvy, a oitava tentativa e depois de 30 minutos a olhar para a seringa, algm desespero e lágrimas, por isso, sou sempre eu que lhe dou, provavelmente se fosse em mim também não daria assim tão facilmente.
A mais valia do avonex é sempre 1x semana porque existe outros todos os dias e dia sim dia não o que é bem pior.
Fazes bem em dar umas vezes com a ajuda do enfermeiro/a, para ganhares confiança e mecanizares, mas sempre na ideia da tua independencia, que é muito importante. E fazer com que participe e aprenda também a pessoa com quem partilhas a vida ou pensa a vir partilhar, pelo menos para aprender e "sentir" que a malvada EM existe, que não é apenas uma palavra.
olá, FPaulo de momento, apesar de ser casada , sinto-me sozinha nesta caminhada com a E.M. Já pedi ao meu marido para aprender e dar-me a injecção mas ele não quer, diz que não gosta de agulhas. No inicio ainda lhe pedia apenas para estar ao pé de mim mas nem isso ele quer. Ele não aceitou bem eu estar com E.M, às vezes digo alguma coisa que sinto, devido à E.M e as respostas dele são tipo eu também quando estou cansado sinto isso. Não sei se ele não percebe a minha situação ou se faz que não percebe, mas ouvir as respostas dele doi. Decidi não falar nada em casa sobre a doença ou sobre como me sinto, já não me queixo de nada, inclusive nem lhe disse nada que chorei no centro de saúde. Vou ao almoço perguntei se ele queria ir diz que sim que vai até évora comigo mas que depois eu vou sózinha e ele vai passear. Custa-me, não ter a companhia dele, mas é assim. Mas., para a frente a que é caminho... Desculpem o dasabafo, Um abraço Silvy
Lamento que assim seja, eu também sou o marido de alguém com EM e não a vida não é assim.
Sinceramente não sei o que te diga, apenas fico chocado
Pessoalmente quero e tento que a minha mulher seja independente, que sinta que não necessita de ninguém para continuar a sua vida,nem de mim, nem de ninguém, mas também tento e faço que ela sinta que me tem a mim...para o que der e vier.....
mas isso sou eu, e não sou perfeito, bem longe disso
Exige, bate o pé, retalia. Uma vida a dois...é isso mesmo..... a dois
Boas a todos, este problema é bastante delicado de falar pois penso haver alguns doentes nesta mesma situação. ( sofrem em silencio ) e desde já apelo a quem tenha passado por esta situação que tente dar alguns conselhos válidos. Pois cá em casa eu ainda continuo a ter pavor a seringas e agulhas mas tenho dois filhos maravilhosos que estão sempre prontos para ministrar a injecção. Mas confesso já estou algo saturado de tantas picadelas. Cumprimento a todos e muita coragem.
Quanto às agulhas não te posso ajudar pois ainda não estou a tomar nada.
Relativamente a falar da doença, eu aqui casa falo com a minha mulher e ela pacientemente ouve-me, mas também para os nossos conjuges não é fácil estar a ouvir os nossos queixumes (e eu sou um bocadito de queixar), mas em casa dos meus pais (onde só vou de 3 em 3 semanas) a minha mãe sei que se preocupa, mas tb n quer que se fale de doenças. Quanto ao jantar, sei que a minha mulher tb n gosta dessas "andanças" e só num dia de boa maré ela iria. Queria terminar dizendo-te para abordares esse teu problema com a injecção (se entretanto a situação se mantiver) com a tua Neurologista e ouves a opinião dela sobre o assunto. Sem querer "meter a foice em seara alheia", acho que deves ter uma conversa franca e muita aberta, pois é a conversar que as coisas se podem resolver para o bem de todos vocês. Tudo de bom para ti! Cumprimentos, Afonso
Com EM, mas sempre EM apoio mútuo!
Muita força, coragem e alegria!
Oh minha linda!... Há muito tempo que não estou contigo e também há muito tempo que não vinha a este site. Quer dizer que não houve alteração nenhuma no teu marido?! Continua a não aceitar? Eu compreendo que seja complicado para ele mas já está na hora de ele entender que é bem mais complicado para ti. Quanto ao queixares-te e ele queixar-se de uma outra coisa qualquer... é normal. Aqui em casa é a mesma coisa. Se eu digo que tenho a mão dormente ele diz que na semana passada andou com o pé dormente. No inicio isso irritava-me mas depois cheguei à conclusão que essa é uma forma que ele arranjou para não se deixar abater, minimizando as minhas dores ou as minhas dormencias. Também teve uma fase em que me dizia que eu culpava a doença por tudo o que me acontecia... e eu comecei a dizer " dói-me a cabeça, mas não é da doença, é psicológico!..." ; " tenho a mão esquerda dormente, mas não te preocupes, eu já me mentalizei que não é da doença, é PSICOLOGICO" Sabes que isto chegou a servir como uma espécie de terapia? É que eu repetia isto tantas vezes que por vezes riamos os dois dos meus disparates. Quem me dá as injecções é ele por isso tenho que trata-lo bem. eh eh eh Experimenta fazer como eu fiz pode ser que dê resultado. Fica bem minha amiga. Um beijo grande para ti