Sei que não é uma doença fácil, mas uma coisa me intriga: é ou não é uma doença de fato grave?
Por incrível que pareça, estive com vários profissionais, e as respostas que recebo para essa pergunta são as mais variadas. Um deles inclusive chegou a afirmar bastante confiante que não se trata de uma doença grave, e que nos EUA a EM é tratada como uma "gripe". Outros dizem que é em 80% dos casos incapacitante. Enfim, gostaria que alguém pudesse acrescentar algo acerca do assunto, pois além da fadiga constante, o que me traz mais sofrimento é essa total ignorância a respeito da evolução da doença.
A EM é uma doença incapacitante. Essa fadiga que sente deixa-a incapacitada para alguma coisa, não? Alguma coisa quer dizer, compromissos, obrigações, deveres... Poderá vir a ter que pedir ajuda de terceiros para aquilo que não vai poder fazer. Provavelmente não vai morrer de EM. A EM não é assim uma doença tão grave. Se entretanto não for descoberta a cura a EM vai acompanhá-la até ao fim dos seus dias. Como evolui? Aqui já temos alguma ajuda da medicina. Os medicamentos disponíveis visam e conseguem atrasar a sua evolução. Em todo o caso a tendencia é para evoluir. Como já ouvi dizer cada caso é um caso, mas todos eles se podem agrupar em quatro tipos (quatro?!): a evolução por surtos, a primária progressiva, a segundária progressiva, a progressiva com surtos... Uma ideia importante sobre a EM que já recolhi e pude verificar no meu caso é que quando a vida corre bem a EM passa desapercebida e quando corre mal ela faz-se mais presente.
Obrigada pelas informações. Na verdade, a fadiga me atrapalha bastante, mas pensei em fazer esse tópico no intuito de saber se quase todos os doentes tornam-se cadeirantes em certo momento... Sei que não é a pior coisa da mundo, mas para mim seria o fim. Por isso sempre que posso tento colher alguma informação ou experiência nova. Espero que esses remédios retardem mesmo o processo...
Boa pergunta! Em que é que consistem os problemas cognitivos? Ainda não consegui recolher informação sobre os ditos... Outra coisa: corre algures por aí a notícia de que foi testado com sucesso em ratinhos um medicamento capaz de reconstituir a camada de mielina...
Bem, eu pessoalmente tenho dificuldade em manter a concentração e atenção. Minha memória recente tb mudou um pouco. Sei disso pq sempre tive uma excelente memória até pouco tempo, as pessoas sempre notavam.
Li outro dia em um artigo dizendo que apenas a memória recente é afetada. As informações já colhidas ao longo vida permanecem intactas. O mesmo artigo diz que armazenar novos dados tb é difícil. Se quiser depois lhe passo.
Não soube dessa experiência, mas espero que dê resultados.rs
adicionei-te no msn, se puder aceite. conheço pouquíssimas pessoas com EM, é sempre bom ter com quem conversar.
Cognição Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Cognição é o ato ou processo de conhecer, que envolve atenção, percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem. A palavra cognição tem origem nos escritos de Platão e Aristóteles. [editar]Psicologia
A psicologia cognitiva estuda os processos de aprendizagem e de aquisição de conhecimento. Atualmente é um ramo da psicologia dividido em inúmeras linhas de diferentes pesquisas e algumas vezes discordantes entre si. Deriva da psicologia cognitiva em que pode haver, pelos indivíduos, uma visão unitária dos processos mentais, onde o aprendizado se dá pela apreensão dos dados e do conhecimento imediato de um objeto mental. A cognição é derivada da palavra latina cognitione, que significa a aquisição de um conhecimento através da percepção. É o conjunto dos processos mentais usados no pensamento e na percepção, também na classificação, reconhecimento e compreensão para o julgamento através do raciocínio para o aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas. De uma maneira mais simples, podemos dizer que cognição é a forma como o cérebro percebe, aprende, recorda e pensa sobre toda informação captada através dos cinco sentidos. Mas a cognição é mais do que simplesmente a aquisição de conhecimento e consequentemente, a nossa melhor adaptação ao meio - mas é também um mecanismo de conversão do que é captado para o nosso modo de ser interno. Ela é um processo pelo qual o ser humano interage com os seus semelhantes e com o meio em que vive, sem perder a sua identidade existencial. Ela começa com a captação dos sentidos e logo em seguida ocorre a percepção. É portanto, um processo de conhecimento, que tem como material a informação do meio em que vivemos e o que já está registrado na nossa memória.