Gostaria que partilhassem comigo a experiência que foi para algumas de vocês ser mães depois de diagnosticada a EM. Estou a pensar engravidar e embora o meu médico me diga que não há problema, acho que ele pretende acima de tudo tranquilizar-me.
Eu sei que cada caso é um caso, mas gostaria de saber como foram as vossas experiências. Tiveram surtos depois do parto? Pode ser parto natural? Poderam amamentar? Conseguiram trabalhar até ao fim do tempo? Enfim, tenho uma série de questões que o meu médico não me responde, porque óbviamente não pode prever o que vai a contecer, mas que eu gostava de ver respondidas por mulheres que já passaram por esta experiência.
Olá a todos! Estava aqui a dar uma vista de olhos pelos tópicos antigos e fiquei um pouco espantada por este não ter nem uma resposta... É um tema que me parece tão importante e que a mim, enquanto mulher mesmo não pensando ainda em engravidar, também me preocupa! Haverá alguém que tenha passado por esta situação e que possa partilhar a sua experiência connosco? Muito obrigada,
Olá, eu queria muito poder ajudar com a minha experiência, mas talvez não seja um bom exemplo. Tenho 2 filhos , um rapaz com 28 anos e uma rapariga com 30 anos.Quando engravidei nao sabia que poderia ter EM, Tive dificuldades no parto por várias razões mas sobretudo pelo cansaço e exaustão, mas temos que ver na altura ninguem sabia o que era a EM e muito menos tratamento e resson^ncia.Eu tive o primeiro surto aos 31 anos embora na altura não me foi diagnosticada a EM, passado 6 meses tive o segundo e por aí fora, foi-me diagnosticado desde AVC , glioma, aneurisma etc. até que apareceu um neurologista que me falou na EM, e como eu ja tinha 2 filhos aconselhou-me a laqueação de trompas. Atenção que estamos a falar de uma época que ter diagnóstico de EM era ser condenada a uma morte lenta. Hoje nada disto se passa, temos médicos muito bons e que se interessam pelos seus doentes e que não vêm problema nenhum em uma mulher com EM ter filhos.Têm que ser devidamente acompanhadas.Vivam as crianças, que são as coisas mais belas do Mundo.Falem com vossos médicos e vão para a frente.
Olá a todas! Tenho EM desde Março, antes de iniciar tratamento e por a doença se encontrar estavel, comecei em Maio a tentar engravidar. Engravidei entao em Julho e, estou com 18 semanas de gestação. Em relação a algumas perguntas que colocas, ainda nao posso responder, mas digo-te que ate agora tenho adorado estar gravida, principalmente pelo facto de quase me esquecer que tenho EM, pois entrou em remissao. Em relação ao resto, sei que posso ter parto normal, que vou ter de fazer um tratamento imediatamente a seguir ao parto e tenho a consciencia que poderei ter algum surto... mas garanto-te que vale a pena! Aconselho-te a falar com o teu neurologista e, se ele concordar, segue em frente! Bjinhos
Olá! Tenho 30 anos e fui diagnosticada com EM em 2003. Estou casada há 4 anos e confesso que tive dúvidas quanto a engravidar por ter EM e meu irmão também, pensando até em adotar. O que tenho a dizer é que a minha neurologista foi quem mais me incentivou, sempre dizendo que eu podia engravidar. Acabo de fazer o exame de gravidez, o qual deu positivo! Eu e meu marido estamos super felizes com esta novidade. Já marquei uma consulta com ela e, enquanto isso, parei de tomar o Avonex. Na verdade, não queria tomar nenhum medicamento pra EM durante a gravidez, mas vou ver o que ela me diz e depois conto pra vocês. Entre no campo de busca deste site com a palavra Gravidez e verás vários depoimentos. Um forte abraço a todos!!
Minha neurologista disse que fiz muito bem em suspender o Avonex ao suspeitar de gravidez. Por eu não ter nenhum sintoma de EM no momento, ela optou por suspender qualquer medicação para o controle da EM e que devo levar uma gravidez normal. Era o que eu queria. Ela só me alertou para voltar nela, caso tenha algum surto durante este período. Já estou na 13ª semana de gravidez, fiz a ultrassonografia, o bebê está perfeito e é um menino! Estou super bem, já sem a medicação há alguns meses. Sabe-se que a probabilidade de se ocorrer surtos durante a gestação é menor, a mulher parece estar protegida do avanço da doença. Acho que deveria haver mais pesquisa nesta área. Abraços!!
Tenho 32 anos e ainda não fui mãe, apesar de ser uma coisa que está muito nos meus planos. O que a minha neurologista sempre me disse foi que não havia problema em engravidar e exactamente como alguém já disse aqui, a mulher fica mais protegida mesmo não estando a tomar nada para a EM. Depois do parto é que pode ser mais complicado, as mulheres ficam mais vulneráveis a ter algum surto. Mas acredito que valha mesmo a pena. E para quem já teve 5 surtos sem ter nenhum filho, continuo o mais possível a pensar nisso :) Parabéns a todas as mães e às futuras mães!