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Página Inicial :: Serviço :: Notícias :: Utilização de células estaminais embrionárias na esclerose múltipla | | 10/Janeiro/2005

Utilização de células estaminais embrionárias na esclerose múltipla

Investigadores utilizaram pela primeira vez células estaminais (stem cells) embrionárias para criar novo tecido isolante para as fibras nervosas num modelo animal - uma descoberta que tem potenciais implicações importantes para o tratamento de lesões na espinal medula e da esclerose múltipla.

Os investigadores da Universidade da Califórnia - Irvine (UCI) utilizaram células estaminais embrionárias para criar células denominadas por oligodendrócitos, que são os blocos construtores da mielina que envolve e isola as fibras nervosas. Este tecido é crítico para a manutenção do sinal nervoso apropriado no sistema nervoso central e quando é lesado através de lesão ou doença, pode resultar em deficiências sensoriais e motoras e em alguns casos, em paralisia.

Neste estudo, os neurologistas da UCI desenvolveram uma nova técnica que permite que as células estaminais embrionárias se diferenciem em oligodendrócitos de elevada pureza. De seguida, os investigadores injectaram estas células na espinal medula de ratos geneticamente modificados para não terem mielina.

Após o transplante para os ratos, os oligodendrócitos migraram para os locais neuronais apropriados da espinal medula. Mais importante ainda, os investigadores descobriram que os oligodendrócitos formaram placas de proteína básica de mielina, e observaram um tecido compacto de mielina a envolver os neurónios na espinal medula. Estes estudos demonstraram que os oligodendrócitos derivados das células estaminais embrionárias podem ser utilizados num sistema vivo.

Os resultados deste estudo foram publicados no jornal. Glia.

"Estes resultados são extremamente excitantes e são uma grande promessa," disse o Dr. Keirstead. "O que planeamos de seguida é ver como é que estas células melhoram a função sensorial e motora, e espera-se que venha a conduzir a mais testes em pessoas que sofrem destas doenças debilitantes e lesões."

Em estudos anteriores, o Dr. Keirstead e os seus colegas identificaram como é que o sistema imunitário do organismo ataca e destrói a mielina durante a lesão na espinal medula ou durante a doença. Também demonstraram que, quando tratados com anticorpos para bloquear a resposta do sistema imunitário, a mielina é capaz de se regenerar, que no final leva à restauração da actividade sensorial e motora.



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