O tratamento Precoce atrasa a progressão da esclerose Múltipla
San Diego, EUA, 4 de Abril de 2006 - A Schering AG anunciou hoje que o Interferão beta-1b continua a demonstrar consistemente que é seguro, eficaz e bem tolerado a longo prazo, de acordo com os resultados do estudo com Interferão beta-1b 16-Year Long-Term Follow-up Study (Estudo 16-Year LTF) apresentados no 58º Congresso da Academia Americana de Neurologia (AAN). Estes dados de follow-up representam a avaliação mais longa jamais efectuada com qualquer tratamento imunomodulador para a EM.
Doentes com diferentes formas de esclerose múltipla (EM) tratados com Interferão beta-1b tiveram uma redução substancial na taxa anual de surtos até 40% durante 16 anos.
Os dados clínicos também demonstram que os doentes que continuaram o tratamento com Interferão beta-1b tiveram uma progressão mais lenta da doença quando comparados com os outros doentes.
Os doentes que efectuaram tratamento com Interferão beta-1b a longo prazo, atingiram o nível 6.0 da escala EDSS (exemplo, necessitar de uma bengala para andar) só ao fim de uma média de 13 anos quando comparado com 7 anos, nos doentes que fizeram o tratamento durante um período mais curto.
O tratamento a longo prazo foi definido como o uso de Interferão beta-1b durante mais de 80% do tempo desde o ínício do ensaio piloto (aproximadamente 12 anos ou mais), enquanto o tratamento de curta duração foi definido como a sua utilização em menos de 10% de tempo (aproximadamente 1.6 anos ou menos). O impacto do tratamento a longo prazo na progressão da doença foi estudado utilizando controle de grupos históricos.
“Este estudo reavaliou de forma abrangente os doentes passados 16 anos”, disse o Professor George Ebers, o investigador principal do estudo, do Departamento de Neurologia Clínica, da Universidade de Oxford. “ A evidência na redução da percentagem de surtos, combinado com os dados de suporte de segurança a longo prazo é convincente. Estão a ser efectuados mais estudos para futuras análises sobre o impacto do tratamento na progressão da doença.
” O tratamento com Interferão beta-1b ao longo de 16 anos não revelou nenhum efeito secundário novo ou inesperado.
O tratamento com Interferão beta-1b foi bem aceite pelos doentes neste estudo a longo prazo. A duração média de tratamento com Interferão beta-1b dos participantes no estudo foi de 10 anos, enquanto que a duração mais longa com esta terapêutica foi de 17.1 anos.
“A EM é uma doença progressiva e crónica que requer um tratamento contínuo a longo prazo. Estes resultados indicam que o o tratamento com Interferão beta-1b, é eficaz, seguro e bem tolerado a longo prazo.”disse a Dra. Jody Darlene, Head of Specialized Therapeutics da Schering. “Os resultados deste estudo, assim como os de outros estudos com Interferão beta-1b apresentados nesta conferência , indicam a importância de iniciar a terapêutica tão cedo quanto possível e manter o tratamento a longo prazo, para que os doentes possam beneficiar do impacto positivo destes resultados.”
Informação Adicional 16 anos de terapêutica com Interferão beta-1b em doentes com EM
O Estudo 16-Year LTF permitiu a avaliação clínica de doentes que participaram no ensaio piloto do Interferão beta-1b entre 1988 e 1990. Do estudo piloto original, com 372 doentes, foram identificados 328 (88,2%) . Este estudo observacional multicêntrico, foi desenhado para investigar o impacto do tratamento a longo prazo com Interferão beta-1b, em doentes com as formas recorrentes de EM. Este estudo constitui o mais longo follow-up do grupo de terapêuticas modificadoras da doença para a EM.
Os resultados suportam as tendências previamente divulgadas de que houve um número muito baixo de mortes em doentes que inciaram o tratamento com Interferão beta-1b 250 mcg durante o ensaio piloto. Estes resultados necessitam de ser avaliados futuramente.
O ensaio piloto do Interferão beta-1b foi o primeiro grande ensaio controlado (com placebo) e aleatorizado, de qualquer terapêutica na EM. Este estudo pioneiro foi efectuado na América do Norte e levou à aprovação do Interferão beta-1b como a 1ª terapêutica imunomoduladora para a EM em 1993. Os doentes foram aleatorizados para um dos três braços do estudo recebendo Interferão beta-1b 50mcg, Interferão beta-1b 250mcg ou placebo, com uma duração média de observação de 45 meses. Uma análise ao fim de 2 anos demonstrou que um número significativo de doentes a receber Interferão beta-1b não tiveram surtos, ou que os surtos ocorridos foram menos frequentes e menos severos e que a hospitalização devido à EM ocorreu em metade dos casos. Estes resultados foram confirmados ao fim de 5 anos.
